Não entretenhas o tempo entre as coisas.
Talvez nunca percebas.
Talvez nunca te explique.
Talvez seja assim mesmo.
Talvez.
Porque há sempre coisas que ficam por dizer. Coisas que se partilham apenas escrevendo numa especie de relaçao imtima entre a alma e o papel...





Hoje sou um daqueles dias sem graça, quando o horizonte confunde o céu com o mar numa névoa cinzenta e fria.
Não sinto nada, emocionalmente inerte, vejo o tempo que passa trazendo a chuva que deixa as ruas num abandono esquecido, depois o sol faz transpirar os vidros da janela. O meu olhar perdeu-se na paisagem que não vi…
Voltarei a unir os cacos do velho castelo de vidro tantas e tantas vezes destruído? - Não sei!
Os sentimentos estão lá, apenas dormem como num encantamento de contos de fadas. Uma espiga numa ceara em campo aberto à espera de um novo vento…
E eu, que sonhava conhecer o mundo inteiro, deixo-me ficar esquecido no conforto de não ter que sair daqui…



